quinta-feira, 15 de maio de 2008

Lago di Como

Domingo, 11 de maio… Eu já estava há dois dias em Milao e já tinha conhecido tudo que foi possível e que eu achava interessante. Antes de viajar eu havia dado uma olhadinha na internet sobre locais próximos que poderiam ser visitados e achei a cidade de Como, ao norte de Milao, aos pés dos Alpes. Como é uma das cidades junto ao Lago di Como, um lago de origem glacial na regiao da Lombardia, o terceiro maior lago da Itália, a 1 hora de trem de Milao. Já tinha visto o preco da passagem e como estava barato e era relativamente perto, resolvi que iria para Como.

Chegando em como, logo na saída da estacao um cara diz “ciao”. Nem dei bola, primeiro por que sempre me vinha à cabeca o nosso tchau, ou seja, despedida e nao saudacao de chegada. E depois, por que esse também era um desses caras meio mal-encarados que encontrei na Italia.

Pra minha decepcao estava chovendo de leve em Como, nada de tempo bonito, céu azul, sol, calor, como eu estava esperando. Mesmo assim, achei lindo o lugar e comecei a tirar fotos... Daqui a pouco, vejo que o cara do “ciao” me seguia. Disfarcei, tirei uma foto aqui, outra ali e o cara continuou em frente... Quando o perdi de vista (e ele provavelmente a mim), tomei a direcao contrária e cheguei ao Funicolare, o bonde que leva a Brunate, no topo do morro. Pensei, vou nesse mesmo, afinal, estaria despistando o cara, duvido que ele viria atras… O problema é que eu tenho medo de altura e eram 7 minutos de subida num ângulo de quase 90°. Mas a minha vontade de ver o lago lá de cima e de superar meu medo falaram mais alto… Fui uma das últimas a entrar e já nao tinha mais lugar pra sentar. Sentei no chao mesmo, pois acho que do contrário eu nao teria coragem de subir. Eu estava tremendo de medo e com receio de ter um ataque de pânico no meio da subida. Comecei a pedir pra Deus me dar calma e aos poucos fui conseguindo dominar meu medo, e o melhor, consegui apreciar a vista da subida que é simplesmente linda… A essa altura o sol já comecava a sair timidamente…

Bom, no topo do morro fica Brunate, mais uma das cidadezinhas que circundam o lago. Parece mais uma vila, mas muito linda e limpa. Quase só se vê turistas na rua e quase nenhum carro. Nas casas sempre muitas flores e verde. Segui a “trilha dos turistas” e veio um casarao atras do outro. Dizem que até o George Clooney tem uma casa lá.

Mas eu queria mesmo era ver o lago lá de cima e já estava quase desistindo quando vi uma plaquinha que indicava o mirante. Por sorte nao desisti, pois foi o lugar de onde pude ter uma das vistas mais maravilhosas e fantásticas de toda a viagem. Nem queria mais descer, queria ficar lá apreciando aquela paisagem maravilhosa. No último mirante, uma casa à venda. Nem era bonita, mas só pela localizacao já deve valer uma fortuna.

Enfim, fotos e mais fotos, estava feliz por ter decidido ir a Como. Mas já estava no meio da tarde e eu ainda nao tinha almocado. Desci novamente com o bonde (sem medo e ainda fui sentada na janela, rsrsrs) e continuei a caminhada à beira do lago. Muitos casaroes, restaurantes, hoteis, albergues e muito capricho. Muita gente curtindo o sol, muitos barcos no lago… Entrei num restaurante, mas pelo avancado da hora a única opcao ainda possivel era pizza. Nada mal experimentar uma autêntica pizza italiana, né. Almocei à beira do lago, sol forte na cabeca, já nem dava mais pra notar que estava chovendo quando cheguei. Curti a pizza, a vista, o sol, mas precisava continuar, pois ainda queria ver algumas coisas. Voltei em direcao à estacao e segui para o outro lado do lago, onde havia um pier que levava até o centro do lago. Nesse pier foi onde vi os vários cadeados, muitos mesmo, nos quais normalmente estava escrito o nome de duas pessoas (provavelmente um casal) ou frases como “para sempre”. Nao perguntei o significado, mas imaginei que deve ser uma forma de “jura de amor eterno”… Será que trancam o cadeado e jogam a chave no fundo do lago pra que ninguém mais o abra? Sei lá, imaginacao…

Bom, precisava voltar a Milao. Quase nao conseguia mais andar, meus pés cheios de bolhas, mesmo estando de tênis… Caminhando em direcao à estacao me aparece o terceiro mal-encarado, mas aí eu já estava meio escolada, né… Ele comecou a falar comigo e eu nao respondi. Ele tentou ingles, italiando e sei lá quantas línguas e eu nem aí. Comecou a caminhar do meu lado e eu parei. Continuei, ele tbm continuou. Atravessei a rua, ele também atravessou. Parei num camelô, quando olho pro lado, lá está ele. Entrei numa loja de souvenirs e quando olho o cara está lá fora… Que saco, fiquei indignada, primeiro pq já tinha deixado claro que nao queria nada, absolutamente nada com ele. Fiquei disfarcando na loja até que nao o vi mais e fui embora. Ainda bem que já estava perto da estacao e nao o vi mais. Mas já estava ao ponto de chamar a polícia, fiquei indignada com a insistência do cara. Nao sabia que existia disso na Italia, mas pelo jeito deve ser mais comum do que eu penso. Fiquei imaginando isso aqui na Alemanha, acho que se alguém se arriscasse a fazer isso aqui iria pra cadeia… Sinceramente, nao sei o que esse povo pensou de mim, mas pô, será que tenho cara de quem tá disponível pra qualquer coisa?? Eu heim, tô fora…

Ah, esqueci de comentar sobre o hotel em Milao. 50 euros nao é caro, mas por esse preco você normalmente encontra uma cama decente e um razoável café da manha... No meu caso, a cama estava beirando o indecente, nao dormi bem nenhuma das noites, e o café da manha devia mais era se chamar lanche... De café apenas expresso com leite (frio), cereais com leite e torradas tipo Bauducco com geleia ou Nutela. Pra ajudar a descer, suco de máquina... No primeiro dia me deu vontade de perguntar se o padeiro esqueceu de entregar o pao e se a manteiga já tinha acabado, mas no segundo dia vi que era normal... Acho pouco pra ser oferecido como café da manha, melhor seria nem oferecer... Enfim, acho que até café de albergue é melhor...

Outra coisa que ainda queria comentar: Acho que durante todo meu tempo de Alemanha (essa semana fiz um ano aqui) nao encontrei tanto brasileiro como em Milao e Como... Sempre de novo aparecia alguém falando português (do Brasil)... No ônibus, no parque, na rua, no restaurante, no trem...

Bom, é isso... Next stop: a ser definido....











































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